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A derrota para a Holanda eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo, frustrando, em termos, a torcida brasileira. A torcida da seleção brasileira é de modo geral diferenciada, e não é aquela torcida, que via de regra, comparece aos estádios. Esta torcida, sem dúvida, frustrou-se. Tenho que a eliminação da seleção brasileira era previsível. A forma como foi montada, o sistema de jogo implantado, que sempre priorizou a marcação em detrimento da criação, chegou a ter bons resultados, apesar de andar na contramão do futebol brasileiro. Quando diante da Holanda se precisou da capacidade técnica, o time verde-e-amarelo sucumbiu inapelavelmente. Sem ser engenheiro de obra pronta, afirmo Dunga poderia ter mantido o seu sistema de jogo de marcação, mas pecou em não levar ao mundial, opções de jogadores de meio campo principalmente, com características diferenciadas dos marcadores e corredores que levou. Jogadores de toque, que cadenciam o jogo, que têm o drible, seriam imprescindíveis, se não titulares, ao menos como opções. Dunga preservou um grupo, fechou com um grupo que tinha vontade de vencer, mas faltou talento. O que se viu, foi uma seleção brasileira que trabalhou quatro anos, para vencer as esforçadas seleções da Coréia do Norte, Costa do Marfim e Chile, que não por acaso, estão bem longe, mas muito longe do primeiro nível do futebol mundial. Muito pouco para o país do futebol. Com a prematura eliminação da seleção brasileira, a CBF rapidamente anunciou a destituição de toda a comissão técnica. Nem poderia ser diferente, já que, uma seleção brasileira tem sempre um objetivo a cada quatro anos, e se não alcançado, aliás, nem se chegou perto, as mudanças são naturais e imprescindíveis. Observando a entrevista do presidente Ricardo Teixeira num programa televisivo, entre outros assuntos, ele falou sobre a Copa de 2014, sobre a renovação que se pretende implantar na seleção brasileira. Teixeira falou da nova fase de preparação que já deve ter início no mês de agosto, com um amistoso nos Estados Unidos. O presidente entende que a renovação que deva começar imediatamente, e salientou que "precisamos ter jogadores de 19 e 20 anos" convocados e jogando. Destacou também, que na Copa da África, o Brasil levou apenas um jogador com menos de 23 anos. Particularmente, entendo que seleção brasileira é momento, sendo irrelevante a idade do atleta. Porém, o presidente pretende que seja efetivado um trabalho de renovação, o que significa dizer, que se deve dar oportunidades aos jogadores de 19, 20 anos de idade. Neste aspecto, salta aos olhos oportunidades que poderão ter desde logo, alguns dos jogadores do Atlético Paranaense. Sim, jogadores como Neto e Manoel principalmente, que demonstram qualidades e potencial técnico, poderão ter suas chances no escrete canarinho. Para tanto deverão manter a regularidade que vêm demonstrando nas partidas do Furacão. Jovens, por certo, poderão ser lembrados. Torna-se evidente todavia, que para facilitar a chegada dos jovens à seleção brasileira, também se depende de uma série de fatores. Além da qualidade individual que deve ser demonstrada e provada a cada jogo, é praticamente indispensável que o time atleticano venha a apresentar na sequência do campeonato brasileiro, uma recuperação, com sequência de vitórias e, efetivamente, a busca pelas primeiras posições da tabela. Isto, por certo, dará grande destaque aos jovens jogadores que compõe o elenco. Tanto Neto, quanto Manoel vêm mantendo a titularidade do time atleticano, desde que tiveram as primeiras oportunidades. E ambos vêm mantendo um bom nível de atuações. Ante a necessidade e a própria determinação da CBF, de se fazer uma renovação com atletas na faixa de 20 anos, é bem possível que os jogadores atleticanos sejam lembrados. Potencial, eles já mostraram que têm. Não se olvide que o único jogador paranaense campeão do mundo, jogando por um time paranaense, foi Kleberson, titular absoluto da seleção pentacampeã do mundo de 2002. Aliás, o Xaropinho foi convocado, depois da grande campanha no título brasileiro de 2001. A Copa de 2014 começa agora. E a vez dos nossos, pode estar chegando. Celso Cordeiro advcord@gmail.com 06/07/2010
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